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Caracterizado por um comportamento descontrolado em relação ao sexo, a hipersexualidade (nome mais atual para a compulsão sexual ou adicção ao sexo) tem sido cada vez mais comentado principalmente depois do lançamento do filme “Ninfomaníaca – Volume 1” do diretor Lars Von Trier. A personagem principal do filme Joe se apresenta como um ser humano deplorável, sentimento que permeia a mente das pessoas com tal comportamento desviante.

A OMS – Organização Mundial de Saúde utiliza os termos ninfomania para mulheres e satiríase para homens. Esses últimos representam cerca de 80% dos casos de apetite sexual excessivo. Nós especialistas não distinguimos o tratamento entre homens e mulheres.

Geralmente acompanhado de muita ansiedade, a falta de controle sobre os desejos e fantasias sexuais acaba por atrapalhar a vida da pessoa com graves feridas emocionais e algumas vezes físicas. Masturbação excessiva, a procura incessante por satisfação sexual, sofrimento de ameaças e sexo com pessoas nada atrativas são algumas formas de expressão da hipersexualidade. Uma das características mais marcantes é que a satisfação nunca acontece e geralmente vem acompanhada de culpa, vergonha e fuga. Também é comum identificarmos que os adictos ao sexo tenham sofrido abuso sexual na infância.

É importante frisar que o tratamento é similar ao de outras compulsões como drogas e comida, mas deve ser conduzido por um profissional experiente e de preferencia da área da sexualidade. O tratamento consiste em reconhecer o problema, identificar onde e quando acontece a perda de controle e através de novos comportamentos retomar as rédeas da própria vida através do autoconhecimento e autocontrole.

Hoje a psicologia e a sexologia tem se dedicado bastante à busca por conhecimento não só em adicção ao sexo, mas a filmes pornográficos na internet e às redes sociais também.